No Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, celebrado neste sábado, dia 13 de junho, a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) referência em dermatologia no Amazonas, reforça a importância da prevenção, da fotoproteção e do diagnóstico precoce para reduzir os impactos da doença.
Somente em 2025, a Fuham registrou 1.205 casos de câncer de pele. Desse total, 1.153 foram classificados como câncer de pele não melanoma, representando 95,6% das ocorrências atendidas pela instituição.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apesar da alta incidência, especialistas destacam que a doença apresenta elevados índices de cura quando identificada e tratada precocemente.
O dermatologista Renato Cândido, da equipe médica da Fuham, explica que o próprio paciente pode ser o primeiro a perceber alterações suspeitas na pele.
“É preciso lembrar que o câncer de pele geralmente dá sinais. Pode surgir como uma lesão diferente, uma ferida que não cicatriza ou que sangra com facilidade. Ao perceber qualquer alteração suspeita, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento adequado”, destaca o especialista.
Atenção aos sinais fez diferença
Foi observando uma alteração incomum na pele que o biblioteconomista Júlio César Sampaio conseguiu descobrir a doença ainda em estágio inicial.
Em março de 2024, ele percebeu o surgimento de uma lesão no nariz que inicialmente parecia um simples cravo. Após manipular a região, notou um sangramento persistente e características diferentes das habituais.
“Depois de alguns dias, até cicatrizou, mas a superfície da pele continuou diferente. Achei estranho e resolvi procurar atendimento”, relata Júlio César Sampaio.
Meses depois, durante consulta na Fundação Alfredo da Matta, a suspeita foi confirmada por exames. O diagnóstico apontou um carcinoma basocelular infiltrativo, um dos tipos mais comuns de câncer de pele não melanoma.
Após o tratamento cirúrgico, Júlio César passou a adotar cuidados ainda mais rigorosos com a proteção solar e reforça a importância de observar os sinais do próprio corpo.
“Hoje uso protetor solar diariamente, inclusive em ambientes fechados, e evito exposição excessiva ao sol. O principal é conhecer o próprio corpo e procurar atendimento logo que perceber algo diferente”, afirma.
Prevenção é a principal aliada
O câncer de pele não melanoma se desenvolve devido à multiplicação anormal das células da pele que não produzem melanina. Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular, considerado menos agressivo, e o carcinoma espinocelular.
Entre os principais fatores de risco estão a exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV), histórico familiar da doença, atividades profissionais realizadas ao ar livre e a exposição solar sem proteção adequada.
Para reduzir os riscos, a recomendação é evitar a exposição ao sol nos horários de maior intensidade da radiação ultravioleta, entre 9h e 16h, além do uso regular de protetor solar, roupas com proteção, chapéus e permanência em locais sombreados.
“É importante lembrar que o câncer de pele pode ser prevenido. Devemos evitar a exposição solar nos horários de maior radiação e utilizar medidas de proteção adequadas. Também é fundamental procurar atendimento ao identificar qualquer lesão suspeita”, reforça o dermatologista Renato Cândido.
Fotos: Divulgação/Fuham
















































































